“Fiz escleroterapia e piorou”, essa é uma queixa mais comum do que parece e pode gerar frustração, insegurança e muitas dúvidas.
Respire. Se você buscou um tratamento estético para vasinhos e hoje sente que a sua perna está mais manchada, dolorida ou com uma rede de novos vasinhos vermelhos ao redor da aplicação, você não está sozinha.
A escleroterapia, popularmente conhecida como “secagem de vasinhos” ou “aplicação”, é um procedimento médico minimamente invasivo utilizado para tratar varizes e vasinhos (telangiectasias), principalmente nas pernas.
Se você passou por esse procedimento e não viu melhora, ou ainda percebeu um agravamento, é essencial entender que isso pode ter causas específicas e solução.
Recebemos pacientes em nosso consultório diariamente com essa mesma angústia após passarem por procedimentos em outros locais. A boa notícia é que, na imensa maioria das vezes, isso é reversível.
Ao longo desse conteúdo, vamos esclarecer o que pode estar por trás dessa sensação, como diferenciar um efeito temporário de um problema real e o que fazer a partir de agora para retomar sua confiança no tratamento.
Eu fiz escleroterapia e piorou, o que pode ter acontecido?
O que você está vivenciando pode ser apenas um efeito colateral temporário do processo de cicatrização, ou o resultado de um tratamento que focou apenas na “estética” e ignorou a raiz do problema (a veia nutridora doente).
Efeitos colaterais normais do tratamento
- Manchas roxas e hematomas: Fique tranquila, essa é a reação mais comum da pele após as injeções e costuma desaparecer sozinha nos primeiros dias.
- Inchaço e ardência: A região tratada pode ficar inchada e apresentar uma leve ardência, que geralmente desaparecem em alguns dias.
- Manchas escuras no trajeto da veia: Ocorrem pelo processo de cicatrização. Na maioria das vezes somem com o tempo, mas se persistirem por meses, corrigimos facilmente com o Laser Transdérmico.
- Endurecimento da veia: A veia tratada pode ficar endurecida e dolorosa, necessitando, às vezes, da drenagem de coágulos.
Complicações menos comuns
- Reações alérgicas: Embora raras, podem ocorrer reações alérgicas ao produto esclerosante.
- Úlceras ou feridas na pele: Em casos raros, principalmente se o líquido esclerosante extravasar para fora da veia, pode ocorrer uma ferida no local.
- Formação de novos vasinhos (telangiectasias matting): Em alguns casos, podem surgir novos vasinhos finos ao redor da área tratada.
- Tromboflebite superficial ou profunda: É uma complicação rara, mas pode acontecer.
- Falta de resultado ou vasos que não desapareceram: Às vezes, as sessões não foram suficientes ou a veia principal que alimenta os vasinhos não foi identificada e tratada.
Outros fatores
- Pele não exposta ao sol: A exposição solar após o tratamento pode aumentar o risco de manchas escuras.
- Predisposição genética: A escleroterapia trata as veias existentes, mas não impede o surgimento de novas varizes em pessoas com predisposição genética.
Para descobrir o que realmente aconteceu, você não precisa de mais injeções às cegas. Você precisa de um mapeamento vascular preciso (Ecodoppler).
Sou a Dra. Lara Poltronieri, Cirurgiã Vascular. Agende uma consulta comigo para mapearmos suas veias e traçarmos um plano de resgate seguro para as suas pernas.
A Solução Tecnológica: Como o Laser Corrige Tratamentos Anteriores
Se a técnica tradicional não trouxe o resultado que você esperava ou deixou a sua pele marcada, a solução não é fazer “mais do mesmo”. O resgate vascular exige um novo nível de precisão.
Hoje, abandonamos as tentativas às cegas. Utilizamos duas tecnologias de ponta para corrigir complicações estéticas e tratar a verdadeira causa do problema, eliminando o trauma das agulhas repetitivas e a necessidade de repouso prolongado:
Laser Transdérmico: O fim das manchas e dos “novos vasinhos”
Aquele aspecto de “piora” como manchas escuras ou o surgimento de uma teia de novos vasinhos vermelhos (matting) ao redor da aplicação pode ser revertido.
O Laser Transdérmico atua de forma milimétrica, emitindo um feixe de luz que atinge e elimina especificamente o vaso danificado, auxiliando no clareamento da pele com uma precisão que a escleroterapia líquida isolada não consegue alcançar.
Endolaser: Resolvendo a raiz do problema sem cortes
Muitas vezes, a aplicação nos vasinhos falha e eles voltam a aparecer porque a veia que os “alimenta” internamente (a veia nutridora ou até a safena) está doente, mas não foi diagnosticada.
Para esses casos, o Endolaser é o padrão-ouro mundial. Tratamos a veia doente por dentro através de uma microfibra óptica guiada por ultrassom. Sem cirurgias agressivas, sem cortes, sem pontos e sem internação hospitalar.
Você resolve o problema pela raiz e volta para casa caminhando no mesmo dia.
Detalhe de conforto: Para afastar o medo da dor, utilizamos resfriadores de pele contínuos a -20ºC, tornando a experiência mais confortável.
A tecnologia vascular atual permite que você recupere a saúde e a estética das suas pernas de forma previsível, segura e definitiva.

Perguntas frequentes
Entendo sua preocupação ao sentir que a situação piorou após a escleroterapia. É muito importante buscar informações claras e tranquilizadoras diretamente com um médico especialista em varizes sobre o que pode estar acontecendo.
Vamos responder a algumas perguntas frequentes para esclarecer de forma clara algumas dúvidas que recebo diariamente em meu consultório.
Atenção: Essas respostas não substituem uma consulta médica.
Quando o resultado da escleroterapia decepciona, o motivo pode estar em algo que os olhos não veem. Sem um exame vascular de alta precisão, é fácil cair no erro de tratar apenas os vasinhos aparentes, deixando de lado a causa real.
Um tratamento vascular completo começa com um diagnóstico detalhado e individualizado, feito com tecnologia moderna e conduzido por um cirurgião vascular experiente. Essa é a base para um plano eficaz e para evitar frustrações no futuro.
O ponto de partida: Ecodoppler Vascular
A melhor forma de evitar um tratamento superficial, que resolve apenas o que está visível, é realizar um exame de Ecodoppler vascular. Ele funciona como um verdadeiro mapa das suas veias, permitindo ao médico identificar se há veias nutridoras ou safenas insuficientes alimentando os vasinhos.
Sem esse nível de precisão, qualquer intervenção corre o risco de ser incompleta. O Ecodoppler é a ferramenta que transforma um bom tratamento vascular em um resultado realmente duradouro.
A vanguarda tecnológica: Laser Transdérmico
Muitas vezes, a solução para um acabamento perfeito e para evitar manchas é o Laser Transdérmico. Ele atua por fora, com um feixe de luz preciso, fechando vasos que a escleroterapia sozinha talvez não resolva com perfeição. É um upgrade tecnológico que minimiza as chances de um resultado insatisfatório.
Resolvendo a raiz do problema: Endolaser
Quando o Ecodoppler identifica uma veia safena doente, isso indica que o problema vai além dos vasinhos aparentes. É nesse ponto que muitos tratamentos acabam falhando. O Endolaser é a solução definitiva nesses casos.
Trata-se de um procedimento minimamente invasivo que utiliza uma fibra óptica para tratar a veia por dentro, eliminando a verdadeira origem da pressão venosa.
Ao resolver a causa principal, a formação de novos vasinhos é interrompida. Para quem já passou por experiências frustrantes e quer um resultado duradouro, o Endolaser oferece uma alternativa moderna, segura e eficaz.
Para evitar que o resultado da escleroterapia seja insatisfatório ou que a situação piore, é fundamental seguir as orientações do seu médico à risca. Cada caso é único, mas existem algumas proibições e cuidados gerais importantes após o procedimento:
- Exposição solar direta e prolongada: Essa é uma das proibições mais importantes! A exposição ao sol nas áreas tratadas (especialmente se houver hematomas ou manchas escuras) pode causar hiperpigmentação (manchas escuras) permanentes na pele. Evite o sol por pelo menos 1 a 2 semanas, ou até que todas as manchas e hematomas desapareçam. Se precisar sair ao sol, use protetor solar alto (FPS 50 ou superior) e roupas que cubram a área.
- Atividades físicas intensas e de alto impacto: No dia da aplicação, e às vezes nos dias seguintes, evite exercícios vigorosos, levantamento de peso ou atividades que causem muito impacto nas pernas. Isso pode aumentar o risco de inchaço e até mesmo prejudicar o fechamento das veias. Seu médico indicará quando você pode retornar à sua rotina normal de exercícios, que geralmente é em poucos dias para atividades leves e até 2 semanas para as mais intensas.
- Banhos muito quentes, saunas e banheiras de hidromassagem: O calor excessivo pode dilatar os vasos sanguíneos, o que não é desejável para o processo de fechamento das veias tratadas. Opte por banhos mornos ou frios nos primeiros dias.
- Não usar as meias de compressão (se indicadas): Se o seu médico prescreveu o uso de meias de compressão, é crucial usá-las conforme a orientação. Elas ajudam a manter a pressão sobre as veias tratadas, otimizando o resultado, reduzindo o inchaço e diminuindo o risco de complicações como coágulos.
- Ficar muito tempo parado (em pé ou sentado): Embora o repouso absoluto seja contraindicado, ficar longos períodos na mesma posição pode prejudicar a circulação. É recomendado caminhar logo após a sessão (geralmente por 30 minutos) e continuar caminhando levemente nos dias seguintes para estimular a circulação.
- Não hidratar a pele: Manter a pele bem hidratada pode ajudar na recuperação e reduzir o desconforto, especialmente se houver ressecamento ou coceira.
- Não fazer depilação ou usar cremes/loções na área tratada (imediatamente após): Evite depilar ou raspar a área tratada logo após o procedimento. Além disso, não use cremes ou loções muito próximos ao horário da aplicação, a menos que sejam especificamente recomendados pelo seu médico.
- Não seguir as orientações médicas: Cada paciente e cada tipo de escleroterapia pode ter recomendações específicas. Ignorar qualquer uma das instruções do seu médico pode comprometer o resultado e aumentar o risco de efeitos adversos.
- Não fazer o acompanhamento: É importante comparecer às consultas de retorno para que o médico possa avaliar a evolução do tratamento e identificar qualquer complicação precocemente.
Ao seguir essas recomendações, você aumenta as chances de sucesso da escleroterapia e minimiza o risco de complicações, contribuindo para uma recuperação tranquila e resultados satisfatórios.
É comum e esperado que ocorram algumas reações na área tratada que podem ser interpretadas como uma piora, mas que na verdade são parte do processo de cicatrização.
O que você pode estar sentindo são efeitos colaterais temporários como inchaço, vermelhidão, sensibilidade ao toque, pequenos caroços ou endurecimento no trajeto da veia tratada, e hematomas (roxos). Esses são sinais de que a substância esclerosante está agindo e que o corpo está trabalhando para absorver a veia “seca”.
O resultado da escleroterapia não é imediato. Você começará a ver as veias desaparecerem gradualmente ao longo das semanas. Para vasinhos menores, pode-se notar a melhora em 2 a 4 semanas. Para varizes de maior calibre, o processo de absorção é mais lento e o resultado final pode levar vários meses (até 3 a 6 meses) para ser totalmente visível.
É importante ter paciência e entender que, muitas vezes, são necessárias múltiplas sessões para atingir o resultado desejado. A avaliação da eficácia é feita pelo seu médico nas consultas de retorno.
As manchas escuras, ou hiperpigmentação, ocorrem porque o sangue que estava dentro da veia tratada e que foi “seco” libera uma substância chamada hemossiderina (um pigmento de ferro). Essa substância pode ser depositada na pele ao redor da veia.
Na maioria dos casos, essas manchas desaparecem gradualmente ao longo de semanas ou meses, podendo levar até um ano para sumir completamente.
No entanto, em algumas pessoas, especialmente aquelas com pele mais escura ou que se expõem ao sol após o tratamento, as manchas podem ser mais persistentes ou até permanentes. Por isso, a proteção solar rigorosa é crucial após a escleroterapia.
Dor e inchaço leves a moderados são esperados. No entanto, se a dor for muito intensa, persistente e acompanhada de um inchaço significativo, vermelhidão intensa e calor na área, isso pode ser um sinal de uma complicação, como uma tromboflebite (inflamação e formação de coágulo na veia superficial) ou, mais raramente, uma infecção.
É fundamental que você entre em contato com seu médico imediatamente se estiver sentindo dor e inchaço intensos, para que ele possa avaliar a situação e descartar qualquer complicação.
Sim, é possível que surjam novos e finos vasinhos, chamados “telangiectasias matting”, ao redor da área tratada. Isso não significa que o tratamento falhou ou que sua condição piorou, mas sim uma reação do corpo ao fechamento das veias maiores. As causas podem incluir:
- Pele sensível: Algumas pessoas têm uma predisposição maior.
- Pressão residual: Vasos adjacentes tentando compensar o fechamento da veia principal.
- Tratamento de veias maiores: Mais comum quando varizes de maior calibre são tratadas.
Na maioria dos casos, esses novos vasinhos também podem ser tratados em sessões futuras ou tendem a desaparecer espontaneamente com o tempo.
Se a técnica convencional falhou ou deixou manchas, a próxima etapa não é fazer mais aplicações às cegas. O passo fundamental é realizar um mapeamento com Ecodoppler Vascular para descobrir se existe uma “veia nutridora” escondida que continua alimentando esses vasinhos. A partir desse diagnóstico exato, as melhores opções de resgate envolvem tecnologia de ponta, como o Laser Transdérmico (para clarear as manchas e eliminar a teia de vasinhos resistentes) e o Endolaser (para tratar a veia raiz por dentro, sem cortes).
O cuidado vascular de excelência exige precisão. Agende sua avaliação e permita-nos estruturar um plano terapêutico seguro e definitivo para as suas pernas.
Mantenha uma boa comunicação com a equipe médica: Relate qualquer sintoma ou preocupação, mesmo que pareça insignificante.
Hidrate-se bem: Beber bastante água pode ajudar na recuperação.
Evite exposição solar: Seja rigoroso com o protetor solar e use roupas que cubram a área tratada por semanas após o procedimento.
Evite banhos muito quentes e saunas: Por alguns dias após a sessão.
Continue com hábitos saudáveis: Manter um peso saudável, praticar atividade física regular (após liberação médica) e evitar longos períodos em pé ou sentado são medidas que ajudam na saúde vascular.
O cuidado vascular de excelência exige precisão. Agende sua avaliação e permita-nos estruturar um plano terapêutico seguro e definitivo para as suas pernas.
Lembre-se: sentir-se compreendido e bem informado é essencial. Não hesite em conversar abertamente com seu médico sobre todas as suas preocupações.